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Aos 29 anos, mineira entra para ranking da Forbes como a mulher mais jovem do mundo a virar bilionária por conta própria

Cofundadora da plataforma americana Kalshi, Luana Lopes Lara acumula patrimônio de R$ 13,4 bilhões e se destaca entre os bilionários brasileiros da lista da Forbes.

29/08/2026 às 18h18 Atualizada em 30/08/2026 às 11h25
Por: Redação Fonte: O Tempo/Forbes
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Reprodução/Internet
Reprodução/Internet

A mineira Luana Lopes Lara, de 30 anos, é um dos destaques da lista de bilionários brasileiros da Forbes divulgada na quinta-feira (27). Nascida em Belo Horizonte, a cofundadora da Kalshi, plataforma americana de mercados de previsão, é a bilionária self-made mais jovem do Brasil, com um patrimônio de R$ 13,4 bilhões construído do zero. Em dezembro de 2025, aos 29 anos, se tornou a mulher mais jovem do mundo a alcançar o status de bilionária pelo próprio trabalho.

Segundo a Forbes, o ranking considera a cotação de fechamento das ações listadas em bolsa no dia 30 de junho de 2026. A fortuna de Luana foi erguida em pouco mais de meia década, sem herança, a partir de uma empresa que hoje vale US$ 11 bilhões.

Nascida em Belo Horizonte em 1996, filha de um engenheiro e de uma professora de matemática, Luana cresceu entre Minas Gerais, o Rio de Janeiro e Santa Catarina. Ela fez ballet na adolescência, mas a vocação pelo números lhe rendeu várias medalhas em Olimpíadas de Matemática.

Luana estudou no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), onde fez estágios em instituições do mercado financeiro americano, entre elas a Bridgewater, de Ray Dalio, e a Citadel, de Ken Griffin.

 

Foi no MIT que Luana conheceu o libanês Tarek Mansour, com quem fundaria a Kalshi. A ideia da empresa nasceu em 2018, durante uma caminhada de volta do trabalho, quando os dois estagiavam juntos em Nova York. Ambos deixaram seus empregos no mercado quantitativo para apostar em um segmento então incipiente: o de mercados de previsão.

Na Kalshi, o usuário não compra ações; ele negocia contratos que refletem a probabilidade de algo acontecer. O escopo é amplo: de resultados eleitorais a decisões do Federal Reserve (banco central americano), passando por clima, esportes e premiações. Se a previsão se confirmar, cada contrato paga US$ 1. Caso contrário, não há retorno.

A empresa obteve autorização da CFTC (Comissão de Fiscalização de Futuros de Commodities), o órgão que fiscaliza derivativos nos Estados Unidos, em 2020, após mais de três anos de negociação. Em 2023, a CFTC proibiu os contratos sobre eleições, classificando-os como próximos de jogos de azar. Uma decisão judicial derrubou o veto e, em 2024, a Kalshi passou a oferecer contratos sobre o resultado da eleição presidencial americana, a primeira vez em mais de um século que esse tipo de negociação foi autorizado legalmente no país.

Na disputa entre Donald Trump e Kamala Harris, em novembro de 2024, a plataforma movimentou mais de US$ 500 milhões.

Em dezembro de 2025, a Kalshi captou US$ 1 bilhão em uma rodada de investimento que avaliou a empresa em US$ 11 bilhões. Com cerca de 12% de participação cada, Luana e Mansour entraram pela primeira vez no clube dos bilionários, com patrimônio estimado em US$ 1,3 bilhão para cada um.

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