
Arthur tem apenas 14 anos, mas já aprendeu uma coisa que muita gente leva uma vida inteira para descobrir: sonhos não precisam esperar pelo futuro para começar a ser construídos. Morador de São Gonçalo (RJ) e aluno do 9º ano de um CIEP, o adolescente encontrou nas vendas de paçocas no calçadão de Alcântara uma maneira honesta e determinada de correr atrás dos seus objetivos. Entre uma venda e outra, ele junta dinheiro para cuidar dos dentes e, principalmente, para voltar a estudar programação — área na qual deseja construir sua futura profissão.
No calçadão de Alcântara, as vendas de paçoca também acabaram trazendo algo que Arthur não estava necessariamente procurando: pessoas. Entre uma venda e outra, ele conversa com os clientes, recebe abraços, faz amizades e conquista o carinho de quem já se acostumou a encontrá-lo por ali. A relação construída com as pessoas que passam pelo local revela que, por trás do jovem vendedor, existe um adolescente que também sabe criar vínculos e espalhar simpatia por onde passa.
Quando perguntado sobre o que gostaria de ser quando crescer, Arthur responde sem hesitar: “Eu gostaria de ser programador.” O sonho, no entanto, esbarra em uma dificuldade concreta. O computador que utilizava para estudar apresentou problemas e deixou de funcionar. Em vez de desistir, Arthur começou a comprar, com o dinheiro das paçocas, algumas das peças necessárias para recuperar o equipamento. Agora, falta o processador, que custa cerca de R$ 1.500. E, diante da pergunta sobre como pretende conseguir o valor, ele responde com a segurança de quem não pretende abandonar o objetivo: “Agora eu não estou podendo, mas eu vou conseguir.”
A determinação de Arthur também aparece em outras áreas de sua vida. Apaixonado por futebol, ele demonstra talento dentro de campo e encontra no esporte outra possibilidade de desenvolver seus sonhos. Mesmo convivendo com uma dificuldade de visão no olho esquerdo, segue em frente, estudando, trabalhando e se dedicando às atividades de que gosta, sem permitir que as limitações definam quem ele é.
E talvez um dos aspectos mais marcantes de sua história esteja justamente na maneira como Arthur olha para além de si mesmo. Quando consegue algum dinheiro além do necessário, ele também pensa em outras crianças e amigos do bairro. Em algumas ocasiões, já utilizou parte do que conseguiu para fazer doações, como chinelos. Enquanto trabalha para conquistar aquilo que deseja para a própria vida, encontra espaço para compartilhar com quem precisa.
A história de Arthur é a de um adolescente que, aos 14 anos, já demonstra iniciativa, responsabilidade, solidariedade e confiança no futuro. Ele não espera que as dificuldades desapareçam para começar a caminhar. Vende paçocas, estuda, joga futebol, faz planos e segue buscando maneiras de transformar seus sonhos em realidade.
Arthur já está fazendo a parte dele. Agora, sua história pode encontrar pessoas dispostas a caminhar ao seu lado. Ajudá-lo a adquirir o processador que falta para recuperar o computador significa mais do que contribuir para a compra de uma peça: é abrir caminho para que ele volte a estudar programação e continue investindo no sonho de se tornar programador. Aos 14 anos, Arthur já começou a construir seu futuro com as próprias mãos. Agora, conhecendo a sua história, quem sabe você queira ajudá-lo a dar o próximo e ir ainda mais longe?
Siga Arthur Almeida, o Garoto da Paçoca: https://www.instagram.com/ogarotodapacoca
Por Assessoria de Imprensa
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